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Aconteceu no Recreio!

Mesmo em meio à pandemia mundial, o Rio de janeiro não deixa de ser uma terra que oferece oportunidades, principalmente, para quem tem além de criatividade, a boa vontade e um desejo profundo de viver dias melhores. E isso ainda é possível. Visto que, durante a semana passada, dona Silvana (foto), uma diarista residente em Antares, que também trabalhava como vendedora de picolés, até que surgiu a pandemia, como muitos dos cidadãos, ficou também, sem o seu trabalho que era o carro-chefe do sustendo de sua família, e se viu desempregada.

Depois de várias semanas sem quaisquer perspectivas de ajuda financeira, ela foi vendendo apenas os picolés, mas devido à situação pandêmica, os seus produtos gelados, diante dos consumidores receosos pela ameaça da implacável gripe que vem assolando a todos nós, não obteve muito sucesso. Mesmo assim, dona Silvana não permitiu se abater pela situação de extrema necessidade em que se encontrava junto à sua família e, em certo dia, determinou que os seus momentos de maior penúria estivessem chegando ao final, e mudando os produtos, foi, novamente, à luta.

Ela passou a vender doces nos sinais e, como o movimento ainda estava fraco, ao voltar para casa, dona Silvana conseguiu algumas máscaras de proteção contra o COVID-19, que são confeccionadas por uma amiga que reside no mesmo bairro, para acrescentar aos novos produtos oferecidos. Porém, para a surpresa dela, em uma dessas manhãs em que se preparava para sair com as suas sacolas de doces e as máscaras de proteção, que confeccionara, a filha com apenas 9 anos, pediu para acompanhá-la naquela árdua batalha diária.

Meio a contragosto, a mãe concordou, e a menina foi com ela levando consigo as máscaras de proteção, e oferecê-las aos que passassem, enquanto que a mãe oferecia os doces. Mas, a filha, vendo o sacrifício da mãe, em meio àquele sol, e sem venderem quase nada, utilizando a honestidade e a boa vontade herdadas da família, somadas à sua própria criatividade, de uma maneira diferente, e em pleno local onde se instalou para trabalhar, a garota sentou na calçada de uma das esquinas da Avenida Salvador Allende, aqui, no Recreio dos Bandeirantes, apanhou uma das caixas de papelão que trouxeram com os doces, tirou um pedaço e, repentinamente passou a ostentar um cartaz escrito com uma caneta, onde se lia: “TROCO UMA MÁSCARA POR UM ALIMENTO”; e, pronto!

Foi o suficiente para que isso chamasse a atenção dos transeuntes e dos motoristas que passavam pelo local, que além de corresponderem à utilíssima proposta, ainda fotografavam a menina de 9 anos que ostentava aquele cartaz feito com aquele pedaço de caixa papelão e, rapidamente, viralizaram essa foto, através da internet.

E não demorou muito para que isso virasse uma rede de solidariedade e dona Silvana, a sua mãe, fosse procurada e convidada por uma empresária que passava pelo local, a trabalhar em sua empresa, a Villar Terceirização de Serviços.

Resumindo: em meio às ondas de desespero, surgiu uma corrente de solidariedade, que transformou a vida dessa mãe, que além de diarista, ainda vendia picolés e a seguir doces e máscaras, na região; o que mostra estar provado, mais uma vez, que, o desemprego pode perfeitamente, chegar ao fim na vida de outros cariocas que ainda se encontram em desespero, e vagando pelas ruas do Rio de Janeiro. Esta é a Lei do Universo: basta acreditar e agir.

Fontes: G1/ RJ1

Edição de Textos: Theo G Fox

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