Como anda a saúde no Rio…

Por: Theo G Fox

Gentesss… Hoje, eu gostaria de escrever algo diferente para vocês, sobre o andamento da saúde dentro do nosso amado Rio de Janeiro, mas infelizmente, não vai ser possível, pois eu tenho lido nos canais de comunicação, que as “lideranças” parecem estar mais perdidas que as balas dos tiroteios que assolam a cidade.  A começar pelo o que aconteceu durante a semana passada no Hospital Federal do Andaraí: foi um escárnio? Ou… (na pior das hipóteses) Um acinte? Pensem nisso. Começando pelos médicos do dessa instituição localizada na Zona Norte do Rio de Janeiro, que pediram demissão coletiva, e sabem por quê?… Cansados da falta de condições na estrutura de trabalho!

Os funcionários efetivos que já estavam habituados com a rotina dos trabalhos dos então contratados daquela unidade acabaram ficando, também, sem o apoio deles. E isso, igualmente, foi vergonhoso, não? Afinal, aquela unidade de saúde que é uma referência no tratamento de queimados, e outros emergenciais, principalmente, durante essa pandemia, tornou-se um apoio incondicional, às outras unidades… E, segundo muitos dos funcionários, esses contratos de trabalho temporários estão sendo rescindidos antes de findarem os seus prazos, e mais: sem receberem qualquer satisfação. Pode isso?… Que falta de respeito! Será que esses “responsáveis” não pensam que um de seus familiares ou até eles mesmos, podem vir a precisar dos cuidados destes exímios profissionais que ora, estão sendo dispensados? É preocupante, porque correm comentários internos que esses contratados, foram substituídos por outros, sem prática, que assim mesmo foram absorvidos pela direção.

O que acontece pessoal? Isso é alguma brincadeira?… Se for, é muito sem graça porque estão transformando esta situação em uma… PANDEMONIA, isso sim!… Que absurdo é esse Gentesss?!… É preciso refletir melhor! Como se já não bastassem às situações contínuas que esses servidores contratados enfrentam, diariamente, no Hospital Federal do Andaraí, eles ainda se depararam com mais este infortúnio; e aí vem a pergunta que não quer calar: “ELES MERECEM ISSO?” Não, é claro que não; e por isso estão denunciando esse fato. Alguns desses servidores contratados, já vinham prestando os seus bons serviços há mais de 10 anos, naquele local.

Observem que, em 12 de maio último, o Hospital Federal de Andaraí através de seu diretor eventual, oficiou um despacho referente à contratação de novos servidores temporários, com a finalidade de substituírem os, então existentes, com seus contratos que foram expirados em 31 de maio.  Até aí, nada demais. Tudo perfeito.

Porém, ocorreu que (imaginem), com um déficit atual de 8.243 profissionais da saúde e a pandemia do COVID-19 registrando mais de 54 mil casos no Rio, isso não foi o suficiente, para que fosse impedida a demissão de tantos funcionários de hospitais Federais no Estado… Que pena! E diante da falta de concursos para o preenchimento de vagas há pelo menos dez anos, e contando com o serviço de cerca de 4.100 funcionários temporários, uma medida provisória no último dia 28 havia prorrogado os contratos que terminariam em 31 de maio.  Mas, mesmo após o recebimento desta MP (abaixo),

 

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 974, DE 28 DE MAIO DE 2020:

 Autoriza a prorrogação de contratos por tempo determinado no âmbito do Ministério da Saúde. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de Lei:

Art. 1º: Fica o Ministério da Saúde autorizado a prorrogar três mil quinhentos e noventa e dois contratos por tempo determinado de profissionais de saúde para exercício de atividades nos hospitais federais do Estado do Rio de Janeiro para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público, firmados com fundamento no disposto no inciso I do caput do art. 2º da Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, independentemente da limitação prevista no inciso VI do § 1º do art. 4º da referida Lei.

Parágrafo único. A prorrogação de que trata o caput:

I – é aplicável aos contratos firmados a partir do ano de 2018 vigentes na data de entrada em vigor desta Medida Provisória; e II – não poderá ultrapassar a data de 30 de novembro de 2020.

Art. 2º: O disposto no inciso III do caput do art. 9º da Lei nº 8.745, de 1993, não se aplica ao pessoal contratado até 30 de novembro de 2020, em substituição àqueles cuja prorrogação dos contratos tenha sido autorizada nos termos do disposto no art. 1º.

Parágrafo único. Os novos contratos de que trata o caput não poderão ter duração total superior a seis meses.

Art. 3º: Esta Medida Provisória entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 28 de maio de 2020; 199º da Independência e 132º da República.

JAIR MESSIAS BOLSONARO

Paulo Guedes

Eduardo Pazuello

 

400 funcionários foram dispensados! E é com muita razão que os honrados servidores contratados ficassem inconformados com o descumprimento da MP acima, e viessem a se manifestar contra as demissões sofridas, ali, em frente ao Hospital Federal dos Servidores do Estado, no bairro da Saúde, onde inclusive, uma técnica em enfermagem contou à jornalista Raquel Siston, de O DIA, que deixou de se inscrever para trabalhar em hospitais de campanha, porque teve o seu contrato prorrogado.

Estado, no bairro da Saúde, onde inclusive, uma técnica em enfermagem contou à jornalista Raquel Siston, de O DIA, que deixou de se inscrever para trabalhar em hospitais de campanha, porque teve o seu contrato prorrogado.

 

Porém, depois de um e-mail anunciando a sua demissão, sem justificativas, ela, incrédula no que leu, mencionou: – “Eu estava certa de que continuaria trabalhando. Não dá para entender como no meio de uma pandemia, os hospitais onde já faltam funcionários mandam as pessoas embora…”, – desabafou.

Na última terça-feira, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social afirmou que recebeu, nos últimos dias, inúmeras denúncias de servidores contratados das unidades federais. Segundo a nota, esses contratados estão sendo arbitrariamente demitidos por suas respectivas chefias, e como foram efetuadas sem quaisquer justificativas, além de arbitrárias, essas demissões são completamente ilegais.

Não dá para entender com isso que, muitas lacunas ante o serviço público estariam sendo abertas ao demitir esses funcionários com tão bons serviços que foram prestados à população. É um ato desumano de desconsideração para com a qualidade e ao tempo de serviço já prestado pelos contratados, que se encontram há anos, no Hospital Federal do Andaraí.

Gentesss, só mais uma coisa: já não basta a enfermaria de cardiologia desse hospital ter sido ter sido desativada nas últimas semanas?… Se esse fato que já é inconcebível, imaginem agora, diante deste “caos” em que a saúde pública carioca se encontra? Onde os pacientes que não sofrem do COVID-19 poderão se socorrer?  Será possível que exista algum interesse soturno nisso?… Será possível que exista alguém se beneficiando com isso?… Nós e a população, estamos preocupados. Mas, se houver, acredite: nós vamos descobrir.

 

Edição de Textos: Theo G Fox

Fontes: G1. Globo. Com / Globo News / Jornal Globo News

O DIA _ Rachel Siston

 

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