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O poder dos chás

Não é exagero dizer que a tradição de se degustar uma xícara de chá atravessou milênios. A origem da bebida remota à China em 2.737 a.C. , quando o imperador Shen Nung notou que algumas folhas de árvore caiam próximas à panela em que fervia água. De lá para cá, muitas culturas incorporam o consumo da bebida em seu cardápio, seja como degustação ou para o tratamento de diversas enfermidades. “O chá é uma bebida preparada por meio da infusão de folhas, flores e raízes. O sabor é definido de acordo com o processamento, que pode incluir ervas, especiarias e frutos”, resume Evilânia Rodrigues, nutricionista do Ambulatório de Nutrição do Hospital Samaritano de São Paulo.

Remédio natural

A eficácia dos chás, aliás, não é mera superstição. Tanto que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) regularizou o uso de mais de seis dezenas de plantas medicinais, numa lista que inclui camomila, cavalinha, mil-folhas e guaco. “Não é porque um produto é natural e não precisa de prescrição médica que ele é seguro para a saúde. Quando não usados corretamente os produtos naturais podem causar reações adversas e interferir na ação de outros remédios”, reforça a nutricionistas.

O preparo do chá também sofre variações conforme a erva em questão e do sabor, mas a regra geral é utilizar 1 litro de água para 2 colheres de sopa rasas de erva seca ou 4 colheres de sopa rasas de folhas verdes. “Os chás não contêm calorias, mas é preciso ficar atento às quantidades ingeridas. O que faz mal é o exagero. Sendo assim, o ideal é seguir corretamente as instruções de preparo do chá e consumir plantas de boa procedência, evitando um comportamento muito ansioso. O ideal é consumir de três a seis xícaras, diariamente, e após uma hora das refeições principais”, completa.

Cuidado com misturas

Misturar mais de uma erva nem sempre é uma boa ideia. Como cada planta tem um princípio ativo, fervê-las juntas pode minimizar, neutralizar ou ainda potencializar as funções das mesmas. “Há espécies de chás, por exemplo, que são energéticos, outros relaxantes”, reforça Rodrigues. Cada chá tem o seu melhor momento para ser consumido. O chá de hortelã, por exemplo, ajuda na digestão e deve ser ingerido meia hora após as refeições. Mas fique atento: um erro comum é substituir o consumo de água pelos chazinhos. “Nenhuma bebida é capaz de substituir os benefícios da água. Chás como mate, preto e verde têm cafeína, por exemplo”, adverte a especialista.

Tabela: Cada enfermidade, um chá

Erva

Modo de usar

Indicação

Contraindicação

Mil-folhas (Achillea millefolium)

Infusão: 1 a 2 col. de chá em 1 xíc. de chá (150mL). Utilizar 1 xíc. 3 a 4 vezes ao dia.

Falta de apetite, perturbações digestivas, febre, inflamações e cólicas.

Não usar em gestantes, lactantes, crianças, alcoolistas, diabéticos, portadores de úlcera, pessoas alérgicas à planta ou em caso de tratamento com anticoagulantes e anti-hipertensivos

Capim-santo, Capim-limão; Capim-cidreira (Cymbopogon citratus)

Infusão de 1 a 3

col. de chá em 1 xíc. de chá. Consumir de 2 a 3 vezes ao dia.

Cólicas intestinais e uterinas. Quadros leves de ansiedade e insônia, como calmante suave.

Pode aumentar o efeito de medicamentos sedativos.

Cavalinha (Equisetum

arvense)

Infusão de 1 col. de sopa em 1 xíc. de chá. Utilizar 1 xíc. de chá, 2 a 4 vezes ao dia (adultos)

Retenção de líquidos

Pessoas com insuficiência renal, cardíaca e alérgicos.

Altas doses podem provocar dor de cabeça, irritação gástrica, reduzir os níveis de vitamina B1 e irritar o sistema urinário

Camomila (Matricaria recutita)

Infusão de flores: 1 col.

de sopa em 1 xíc. de chá. Utilizar 1 xíc. de chá, 3 a 4 vezes ao dia (adulto).

Quadros leves de ansiedade, como calmante suave podem ocorrer reações alérgicas. Em caso de superdose, pode ocorrer náuseas, excitação nervosa e insônia. Evitar o uso em pessoas alérgicas ou com hipersensibilidade à planta.

Melissa, erva cidreira (Melissa officinalis)

Infusão: 1 a 2 col. de sobremesa em 1 xíc. de chá. Utilizar 1 xíc. de chá,

2 a 3 vezes ao (adulto)

Cólicas abdominais. Quadros leves de ansiedade e insônia, como calmante suave.

Não deve ser utilizado por pessoas com hipotireoidismo. Utilizar cuidadosamente em pessoas com pressão baixa

Guaco (Mikania glomerata / Mikania laevigata)

Infusão: 1 col. de sopa em 1 xíc. de chá. Utilizar 1 xíc. de chá, 2 a 3 vezes ao dia.

Gripes e resfriados, bronquites alérgica e infecciosa, como expectorante. A utilização pode interferir na coagulação

sanguínea. Superdose pode provocar vômitos e diarreia. Pode interagir com anti-inflamatórios não esteroidais.

Fonte:

Hospital Samaritano de São Paulo

Rua Conselheiro Brotero, 1486

11 3821-5300

www.samaritano.org.br

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