“Superlua” Leia sobre o fenômeno natural ocorrido durante a fria noite de terça (25/05) até a manhã de quarta (26/05)

“Superlua” Leia sobre o fenômeno natural ocorrido durante a fria noite de terça (25/05) até a manhã de quarta (26/05)

Mas por que isso ocorreu, e o que é a “Superlua”?…

“Superlua” não é um termo científico, na verdade, é exatamente o oposto. O nome foi criado pelo astrólogo Richard Nolle, durante os idos de 1979. Na ocasião, comparava a proximidade da lua cheia ou a nova, com a Terra, que possivelmente causaria maior incidência de terremotos, tempestades e toda a sorte de desastres naturais. Bem, isso foi algo que nunca foi comprovado na prática, mas, pode-se dizer que, a “Superlua” influencia bastante o fenômeno das marés, pois, quanto maior for à proximidade do astro, maior será a força exercida sobre as águas do mar. É um momento especial. Na astronomia, usa-se chamar a “Superlua”, quando a mesma se encontra cheia, ocasião em que está próxima ao seu ponto de órbita, também chamado de perigeu. E sendo essa órbita lunar aproximadamente elíptica. Noutras palavras, quanto mais próximo do perigeu ocorrer o momento da lua cheia, maior será o seu tamanho e o brilho para o deleite dos espectadores deste planeta Terra…

Explicando mais detalhadamente, a “Superlua” além de estar em sua fase cheia e de se encontrar no ponto mais próximo da Terra, existem os requisitos que são cumpridos; como exemplo, hoje, dia 26, quando a Lua está a exatos 357.462 km do centro da Terra, aparentando serem 15% maior e 30% mais brilhante. Trocando em miúdos, essa mudança de proporções fica sempre mais notável quando olhamos para o astro na mesma linha de árvores e dos prédios, por exemplo, onde ocorre um efeito de comparação entre os tamanhos. E quando a vemos mais alto, sozinha no céu, essa impressão pode ser menos significativa.

Enfim, de toda a maneira, nesta quarta-feira (26), os moradores de alguns estados brasileiros puderam observar esse fenômeno conhecido como “Superlua”, e o evento teve como bônus a “Lua de Sangue”, um eclipse que deixou o satélite com a cor avermelhada. E o que é essa “Lua de Sangue”?

A “Lua de Sangue” é basicamente um eclipse lunar total. No fenômeno, Sol, Terra e Lua ficam alinhados de tal forma que o planeta barra a passagem de luz até o satélite. No entanto, a Lua não fica totalmente no escuro: a atmosfera terrestre acaba filtrando parte de uma luz solar e projetando os tons vermelhos e laranjas no satélite. A última vez em que pudemos ver o evento da “Lua de Sangue” foi em 2019.

O eclipse em questão teve o início às 6h47, no horário de Brasília. O evento durou cinco horas, mas a sua “fase total”, ou seja, totalmente coberta, somente por 14 minutos. Esse momento em específico ocorreu entre 8h11 e 8h25 da manhã desta quarta. Infelizmente, o fenômeno não ficou visível para estados mais ao leste do Brasil, como o Rio de Janeiro, a Paraíba e Rio Grande do Norte. Já os estados a oeste, como Acre, Rondônia e Amazonas, tiveram vantagem na observação. Nessas áreas, foi possível ver a Lua parcialmente coberta.

Uma boa notícia é que a próxima (e última) “Superlua” de 2021 deverá aparecer agora, no dia 24 de junho. Já a “Lua de Sangue” ainda vai demorar um pouquinho mais, podendo ser novamente vista apenas em 16 de maio de 2022.

 

Textos: Raphael Fernandes_diariodorio.com / Carolina Fioratti / Superinteressante_super.abril.com.br

Edição: Theo G Fox – Publisher da Revista RECREIO EM FOCO Eletrônica

Fotos: Reprodução/Marcello Cavalcanti_diariodorio.com

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